entidade promotora:

Engenho & Obra
 

A ADRA, Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente é o Parceiro Local do Projecto, assegurando o interface necessário com as Autoridades de Malange. A ADRA é sobejamente conhecida em Angola e não só, como uma organização estável, credível e bem relacionada com as populações, através de uma acção concertada de 19 anos de intervenção em Angola.

De facto “… em 1990, um pequeno grupo de pessoas decidiu criar uma organização não governamental, que tivesse por missão genérica e imediata a ajuda as populações afectadas pela guerra a reconstruir as suas vidas num ambiente de paz. Porém, desde logo ficou claro que o propósito da ADRA não seria apenas a intervenção  comunitária, mas uma outra, mais ampla, que pressupunha uma contribuição à criação de uma sociedade civil dinâmica e activa, capaz de influenciar os processos políticos que se desenhavam. Em fins de 1992 recomeçou a guerra civil e a ADRA foi obrigada a adaptar-se à mudança de contexto. Assim, em várias regiões a ADRA iniciou projectos de emergência procurando ajudar esses novos “beneficiários” a recuperar um certo equilíbrio sócio-psicológico e emocional (através da garantia de condições mínimas de alimentação, vestuário e assistência de saúde) e, paralelamente, na procura de meios que permitissem uma auto-sustentatibilidade progressiva através da promoção da actividade agrícola e da promoção de actividades de auto-emprego e geração de rendimentos familiares, e, ainda, da reconstrução de escolas que permitissem ás crianças possibilidade de estudar. Após novo acordo de paz, em fins 1994, a ADRA estabeleceu uma linha de trabalho que visava o regresso das populações às suas áreas de origem e a reconstrução das antigas comunidades, tanto do ponto de vista material, como não-material Nessas áreas de intervenção a actividade de educação e ensino ganhou nova dimensão através do Programa ONJILA. O crescimento e as necessidades decorrentes da sua gestão conduziram (a partir de 1995) à reflexão e concepção de um modelo estratégico de desenvolvimento da Organização e da evolução do seu relacionamento institucional – os Programas de Desenvolvimento Institucional descentralizados que contemplavam, para além dos aspectos inerentes à intervenção, outros relacionados com a sua organização interna e com a profissionalização dos seus quadros. Assim a ADRA iniciou em 1997 um processo de descentralização com transferência negociada de poderes da Sede, em Luanda, para as províncias (Antenas), tendo em vista uma maior autonomia destas, a maior participação dos actores envolvidos e o aperfeiçoamento da democracia, o que implica a partilha da gestão de recursos e pressupõe a existência de vontade, capacidade e responsabilidade de todas as partes. Em 2003, na sequência do processo pensamento estratégico, que teve início em 2001, a Assembleia Geral Extraordinária definiu que os próximos cinco anos deveriam ser dedicados principalmente ao fortalecimento da integração institucional mantendo, entretanto, as estruturas locais (Antenas) como entidades autónomas, tendo como objectivo a conclusão do processo de descentralização através da consolidação de um equilíbrio entre a garantia de unidade institucional, por um lado, e um grau considerável de autonomia das Antenas, por outro. Esta opção expressa o valor de uma organização única e politicamente unificada e integrada do ponto de vista organizacional e da gestão. Com base nessa opção e na recomendação da Assembleia Extraordinária, foi elaborado em 2004 o Plano Estratégico para um período de cinco anos”(1).

A ADRA assume no projecto “AO SUL…” um papel muito importante no sentido de garantir a sua boa execução. A sua intervenção, enquanto Parceiro efectivo do Projecto, desenvolve-se em vários níveis, todos de fulcral relevância para o sucesso da iniciativa e sem os quais se tornaria impossível caucionar o sucesso da empreitada, principalmente na etapa que consiste na realização do Documentário.

A ADRA é também parte financiadora do Projecto assegurando, durante a permanência da Equipe Técnica da E&O em Angola, o “apoio logístico local necessário para a realização do Documentário, designadamente a estadia, a alimentação e as deslocações em território angolano da Equipe Técnica da E&O e um(a) tradutor(a)” (2)
Assumindo esta parceria no “AO SUL…”, a ADRA aposta neste Projecto como uma iniciativa válida e potenciadora de impactos futuros que podem gerar ganhos significativos para a melhoria das condições de vida das populações locais, na linha directa da sua própria intervenção.

(1) Adaptado de “Historial da ADRA”, in: http://www.adra-angola.org
(2)  In: “Carta de Intenção” da ADRA, como Parceiro Local do Projecto